A Polícia Civil fez, na manhã de quinta-feira (2), novas buscas para encontrar o corpo do produtor cultural Ederson Willian Fukagawa, mais conhecido como Edy Savage, que está desaparecido desde o dia 30 de novembro, em Londrina. A polícia trabalha com a hipótese que ele tenha sido assassinado.

A suspeita era de que o cadáver estivesse dentro de uma fossa na casa da mãe dos gêmeos suspeitos do homicídio, segundo a polícia. Os dois irmãos estão presos temporariamente. Os policiais, no entanto, não encontraram nenhum indício incriminatório no local.

De acordo com o delegado de homicídios de Londrina, João Reis, os agentes chegaram ao local por meio de denúncias anônimas e também por se tratar da casa onde os principais suspeitos moravam juntamente com a mãe.

No depoimento, os gêmeos se mantiveram em silêncio. Segundo o delegado, os suspeitos têm a esperança de o corpo não ser encontrado e, assim, eles não poderem ser acusados de nenhum crime. A prisão temporária foi prorrogada por mais 30 dias.

Novas buscas serão feitas em outros locais, ainda não informados. O delegado ressalta que a polícia tenta fazer um desenho por meio dos lugares que os suspeitos passaram. As denúncias ainda são necessárias para a resolução do caso.

O desaparecimento

A última vez em que Edy Savage foi visto foi no dia 30 de novembro, quando saiu de casa coagido por um homem às 8h12 da manhã. Uma câmera de monitoramento o registrou andando pela rua Sertanópolis, no Conjunto Lindoia (zona leste).

Cerca de um mês depois, a prisão temporária dos gêmeos suspeitos foi solicitada pela Polícia Civil no plantão judiciário, após eles ameaçarem pessoas que testemunharam no inquérito que investiga o caso. Os irmãos foram detidos em um mocó na avenida Winston Churchill, na zona norte de Londrina.

Um dos gêmeos é apontado pela polícia como o autor do assassinato e foi preso por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e ameaça a testemunhas. O irmão dele está respondendo por ocultação de cadáver e coação.

“Observamos que a última vez que a vítima passa é de manhã no sentido à mata do Lindóia. O celular dele não sai daquela região e sabíamos que o ponto que ele desapareceu foi onde as buscas se concentraram. Além disso, houve contradições na versão que o indivíduo apresentou na delegacia e a familiares”, destacou o delegado João Reis na época.

O delegado também relatou que o suspeito teria passado a noite com o produtor cultural, o que reforça a ligação dele com o crime.

* Supervisão de Fernanda Circhia

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