Polícia faz arrastão e prende uma pessoa
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil realizou uma operação, na tarde de ontem, nas zonas leste e norte de Londrina com o objetivo de demonstrar que, apesar da superlotação das carceragens e interdição do 2º Distrito Policial, continuam trabalhando. Nas três horas de operação somente uma pessoa, que tinha mandado de prisão preventiva expedido por suspeita de roubo, foi presa. A polícia pretende continuar realizando esse tipo de operação em outros bairros da cidade.
O delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jorge Barbosa, que coordenou a operação, minimizou o fato de nenhuma arma ou substância entorpecente ter sido apreendida. Segundo ele, o mais importante era aproximar a polícia da população e eliminar o sentimento de impunidade existente em alguns bairros periféricos do município. Ele acrescentou que a zona leste foi uma das escolhidas porque, nos últimos dias, foram registrados homicídios e roubos na região.
Durante a operação, desencadeada em bairros como Eucaliptos, Mister Thomas e Novo Amparo, os 20 policiais participantes revistaram e consultaram dados de pessoas e carros suspeitos. A maioria das abordagens aconteceu em bares. Barbosa esclareceu que residências não foram revistadas, pois não existia mandado judicial autorizando esse tipo de ação. ''As pessoas de bem não reclamaram e até nos apoiaram porque elas querem segurança'', ressaltou.
A única pessoa detida durante a operação foi Marcelo Vítor da Silva, 24 anos, que tinha mandado preventivo de prisão expedido pela 5 Vara Criminal do Fórum de Londrina. O delegado-operacional da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso, afirmou que o rapaz, preso no Jardim Novo Amparo, é suspeito de participação em dois roubos, ocorridos há cerca de três meses, em casas de bingo de Londrina.
Silva passaria a noite na carceragem da Polícia Federal, mas como o local também está lotado, não houve como se concretizar a transferência. Até às 20 horas de ontem, o delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, não tinha ainda encontrado um local para recebê-lo. Na manhã hoje estava prevista sua transferência para a Casa de Custódia.


