Um ''arrastão'' realizado pelas polícias Civil e Militar ontem, no Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste) e Vila Marízia (região central de Londrina), resultou na apreensão de armas e objetos roubados. Duas pessoas uma delas menor foram detidas sob suspeita de homicídio. Os dois suspeitos são da Vila Marízia.
A operação conjunta começou às 6h10 e seguiu até às 7h30, amparada nos 51 mandados de busca e apreensão emitidos pela juíza da 2 Vara Criminal de Londrina, Lídia Maejima. Pelos menos 80 policiais vistoriaram casas e barracos dos bairros, em busca de armas, drogas, pessoas suspeitas e fugitivas da Justiça. Na casa de R.V.D., 17 anos, na Vila Marízia, foram encontrados um revólver calibre 32, munição e duas serras elétricas supostamente roubadas. O adolescente foi apreendido durante o arrastão. ''Ele é conhecido como 'Japonês' e foi apontado por diversas denúncias como principal suspeito dos homicídios ocorridos naquele bairro. A arma será periciada e as balas confrontadas com os projéteis retirados dos corpos'', explicou o delegado-operacional do 1º Distrito Policial, Sérgio Luiz Barroso. Ele destacou que uma testemunha afirmou que o menor teria executado Davi Correa do Patrocínio, líder comunitário, morto há duas semanas na Vila Marízia.
João Euclides da Silva, 43 anos, também foi preso pela polícia, suspeito de ter assassinado a facadas Luiz Carlos Oliveira. O crime aconteceu no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte) em novembro de 2001. Silva disse que foi legítima defesa. ''O Luiz tentou me matar com uma faca. Eu reagi e acabei golpeando ele. Já havia me apresentado à polícia, mas não sabia que tinha prisão (preventiva) decretada'', argumentou.
O delegado-adjunto da 10 SDP, Jorge Barbosa, discordou do suspeito. ''A vítima foi até a casa dele para tentar receber uma dívida e acabou assassinada. Silva tem várias passagens pela polícia, inclusive uma por estupro'', afirmou o delegado.
Outra pessoa levada à 10 Subdivisão Policial (SDP) foi José Valmir Vieira da Silva, 49, também da Vila Marízia. Na casa dele foi encontrada uma espingarda sem registro e dois videogames supostamente furtados.
O bairro está entre os mais violentos da cidade. No ano passado foram registrados seis assassinatos no local. Dos três homicídios ocorridos na área central neste ano, dois foram registrados na Vila Marízia.
O arrastão registrou ainda a apreensão de duas armas de brinquedo e de duas adolescentes (não foi revelado o motivo da detenção). O delegado-adjunto afirmou que as ações conjuntas com a PM serão intensificadas. ''Faremos mais operações como esta na cidade. Nossa equipe está mapeando os bairros e dentro de pouco tempo teremos mais novidades'', disse Barbosa.

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