Polícia faz apreensão em Camelódromo
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quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Policiais civis realizaram, no início da tarde de ontem, uma operação no Camelódromo de Londrina, na Área Central. Ao todo, foram apreendidos 829 DVDs piratas e 255 V-CDs (CDs com filmes compactados de baixa qualidade) de cinco bancas. De acordo com o delegado Jorge Barbosa, do 1º Distrito Policial (DP), a operação foi resultado de uma denúncia e de um requerimento de abertura de inquérito policial feitos pela Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi).
Os títulos apreendidos ontem primavam pelo ecletismo. Entre os DVDs, havia registros de shows de Roberto Carlos, Pink Floyd, Nirvana, Maria Rita e Tchakabum, e filmes que iam do cult ''Peixe Grande'', de Tim Burton, ao longa-metragem ''Garfield'', que ainda não saiu da programação dos cinemas. Os V-CDs eram de filmes de sucesso recentes, como ''Bad Boys II'' e ''Piratas do Caribe''.
Segundo Barbosa, outras bancas do Camelódromo comercializam DVDs piratas e V-CDs, mas só foi possível fazer apreensões ontem em cinco delas. ''Quando os policiais chegaram nos primeiros boxes, os comerciantes próximos começaram a fechar suas bancas. Mas as ações vão continuar nos próximos dias'', explicou o delegado.
Barbosa comentou que os materiais apreendidos serão levados para perícia e que os donos das bancas devem ser indiciados por infração de direito autoral, crime cuja pena varia de um a quatro anos de prisão. Em depoimento, dois dos proprietários de boxes informaram que adquirem os DVDs piratas na Galeria Pajé, na Rua 25 de Março, na cidade de São Paulo. Eles pagariam R$ 5 por cada DVD e o preço de revenda no Camelódromo seria R$ 12 a unidade.
O comerciante Marcos Gonsales de Souza, um dos que tiveram mercadorias apreendidas ontem, disse que não houve tumulto durante a ação dos policiais. ''Sabemos que é ilegal, mas estamos trabalhando para viver'', afirmou. ''Tem pessoas que fazem barbaridades de verdade, crimes graves, e não vão presas''. Souza alegou que os comerciantes que vendem produtos piratas no Camelódromo hoje são minoria. ''Eu mesmo estou tentando mudar de mercadoria e atualmente vendo também aparelhos eletrônicos originais'', garantiu.


