Polícia faz acareação e descarta suspeito de caso de pedofilia
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A polícia descartou ontem a participação de Juliano Todeschini, até então o principal suspeito de enviar mensagens pornográficas infantis e de apologia às drogas utilizando-se do servidor da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. A participação do ex-aluno da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) foi afastada depois de uma acareação que envolveu as pessoas citadas até o momento na investigação, entre eles, o irmão de Juliano, o estudante Gustavo Todeschini. Gustavo confirmou que seu irmão e principal acusado no caso está há cinco meses no Rio de Janeiro. A acareação foi realizada ontem, na Delegacia de Crimes contra a Administração Pública.
Outra informação importante foi citada durante a acareação. A perícia feita no computador aprendido, que estava no nome de Juliano, mostrou que o equipamento não tem programa com capacidade técnica para enviar mensagens identificadas na linguagem de informática como spam (mensagens virtuais não solicitadas). A informação preliminar consta no laudo técnico do computador apreendido.
''Não podemos afirmar se os outros suspeitos são culpados ou inocentes'', disse o delegado responsável pelas investigações, Guaraci Joarez Abreu. Em junho, a CNBB fez uma denúncia à delegacia depois de ter descoberto que mensagens que continham endereços de sites de pedofilia, estavam sendo repassadas como sendo do servidor da CNBB.
A polícia descobriu que as mensagens teriam saído do computador de Juliano, utilizado por Gustavo. Descobriu ainda que Gustavo conhecia o funcionário da CNBB, Eduardo Nogueira. Apesar de Eduardo ter negado na acareação conhecer Gustavo, a polícia tem um cheque que Gustavo teria pago à Eduardo em junho deste ano, por serviços de informática. Eduardo teria efetuado reparos no computador apreendido.
A polícia trabalha agora com a possibilidade de uma pessoa ter invadido o computador do estudante para utilizar o código que entrou no servidor da CNBB e repassou as mensagens. O advogado dos irmãos, Jaceguay Ribas disse que o fato de Gustavo conhecer o funcionário da CNBB é uma ''infeliz coincidência''.


