O Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama exumou ontem o corpo do garoto Alisson Vieira de Souza, 9 anos, assassinado em 19 de outubro, para colher material para exames de DNA. O delegado Sebastião Vieira Filho, que preside o inquérito, disse que os novos exames serão feitos para tentar levantar mais provas contra o estudante Claudemir Rocha Rodrigues, 23 anos, que já confessou o crime.
Embora a polícia não confirme, é provável que o verdadeiro objetivo dos exames de DNA é tentar comprovar se o garoto foi violentado. Devido ao estado de decomposição do corpo não foi possível apurar na necrópsia se houve violência sexual. O delegado-chefe Silvan Pereira afirmou semana passada que isto seria impossível, mesmo através de exames de DNA.
Alisson foi morto com duas pauladas na cabeça. O corpo só foi encontrado 10 dias depois enterrado num bosque de eucalipto na Estrada Pavão, a três quilômetros da cidade. Alisson e Claudemir eram amigos inseparáveis. O estudante diz que matou o garoto depois que se desentenderam conversando sobre a intenção da família do menino de interromper a amizade deles.
A mãe e o pai de Alisson, a diarista Eliane Vieira e o funileiro Robenilson de Souza, estavam desconfiados do interesse de Claudemir e haviam proibido Alisson de sair com o estudante. Preso desde que o corpo foi encontrado, Claudemir confessou o crime em 5 de novembro, mas nega ter abusado sexualmente do garoto.
Segundo o delegado Vieira Filho, o exame de DNA será feito em busca de pêlos, cabelos ou pedaço de pele para confrontar com o DNA de Claudemir. O resultado pode comprovar se houve luta corporal ou mesmo contato físico entre ambos para reforçar as provas de que foi realmente o estudante que matou Alisson.
O crime revoltou a população. Por medida de segurança, Claudemir está preso numa delegacia da região, mantida sob sigilo.

mockup