Polícia evita fraude no FGTS
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terça-feira, 29 de julho de 1997
Curitiba 
DivulgaçãoCarlos Alberto Carvalho e Isidoro Furlaneto: tentativa de sacar R$ 972,40Policiais civis do 3º Distrito prenderam segunda-feira de manhã, em Curitiba, um estelionatário que tentava sacar irregularmente dinheiro de sua conta inativa do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na agência Praça do Carmo da Caixa Econômica Federal. Munido de um termo de rescisão de contrato de trabalho falsificado, Carlos Alberto Carvalho, 32 anos, foi detido quando tentava sacar R$ 972,40.
O falsificador dos documentos, Isidoro Furlaneto, 38 anos, foi preso em seguida, no escritório de contabilidade em que trabalha, em São José dos Pinhais. Furlaneto confessou que havia falsificado não só o documento de Carvalho mas também os carimbos e assinaturas, operação pela qual receberia R$ 250,00. Com ele, foi encontrado também um termo de rescisão de contrato falso de outra pessoa, Nilseu Santos, que pretendia sacar R$ 340,00 também de forma ilegal.
O FGTS só pode ser retirado quando o empregado é demitido pela empresa ou quando vai comprar um imóvel. Carvalho havia pedido demissão da empresa Nutrimental no dia 23 de novembro de 1990. Como seu afastamento foi voluntário, não teria direito a retirar o FGTS. O gerente da agência da CEF, Francisco Napoleão, desconfiou que os documentos apresentados por Carvalho tinham aparência muito nova e alertou a polícia.
Carvalho foi acusado de uso de documento falso e Furlaneto foi enquadrado como falsificador de documentos públicos. Ambos podem ser condenados a penas que variam de dois a seis anos de prisão. A polícia acredita que o falsário possa estar envolvido em outros golpes.


