A Polícia Civil evitou ontem que 42 celulares fossem parar nas mãos de detentos do 4º Distrito Policial, na zona leste de Londrina. Por volta das 2 horas da manhã, o plantonista observou pelas imagens captadas pela câmera de monitoramento que uma pessoa se aproximou pelo fundo da delegacia com uma bolsa. "A pessoa tentou chegar próximo às janelas das celas, para que os presos tentassem pescá-la", relatou o agente carcerário, que pediu para não ser identificado.
A aproximação, disse ele, foi realizada por um campo de futebol. "Depois de pular a cerca eles foram em direção à unidade e entraram no estacionamento interno. Nosso plantonista viu e disparou dois tiros de advertência", relatou.
O suspeito, que aparentava ser menor de idade, conseguiu fugir e até a tarde de ontem ainda não havia sido capturado.
As imagens mostram que ele estava de blusa e capuz para esconder o rosto. "É comum os criminosos usarem menores de idade para esse tipo de ação", revelou o agente. Logo após essa tentativa, os policiais realizaram a revista no entorno do distrito e encontraram a bolsa no pátio da cadeia. Dentro dela foram encontrados 42 celulares, além de carregadores, pacotes de cigarros, maconha, serras e brocas.
O agente apontou que desta vez eles foram bem sucedidos na interceptação do material. No entanto, na última revista antes desse episódio, realizada dentro das celas, na sexta-feira, os agentes encontraram 50 celulares, carregadores e 1 kg de maconha. O 4º DP conta com cinco agentes e atualmente abriga 110 presos, mas a capacidade é para 24.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, destacou que não é de hoje que são feitas denúncias e pedidos para a Vara de Execuções Penais e Departamento de Execução Penal (Depen) para que as carceragens dos distritos sejam desativadas. "As carceragens são impróprias, ilegais e suas instalações são inadequadas para esse fim. Enfim, não são seguras. A solução é acabar com as carceragens e passar tudo para o sistema penitenciário. Já existem verbas programadas para construção de presídios, mas a morosidade é muito grande. Quando concluírem essas obras, o planejamento atual já estará defasado", cobrou Batista.

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