Polícia estranha caso do pastor
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quinta-feira, 19 de abril de 2001
Edna MendesDe Londrina 
Os pais da menina M.C.D.,12 anos, que teria sido raptada pelo suposto pastor Júlio César Silva, 22 anos, da Igreja Doutrina dos Apóstolos, no sábado, no Conjunto José Belinati, na zona norte de Londrina, ainda não registraram queixa policial pelo desaparecimento da criança. A justificativa do casal é que a menina estaria apaixonada por Silva. O Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente deve acompanhar o caso.
Segundo o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garret, os pais da menina se recusaram a apresentar oficialmente uma queixa contra o pastor, mesmo tendo consciência que a menina não tem idade para responder por seus atos. Na delegacia o casal só registrou uma queixa pelo desaparecimento do pastor. O que deu para perceber é que os pais não estão nem um pouco preocupados com a menina, disse o delegado.
A mãe da menina, Lurdes Tridande, tem declarado à imprensa que a menina telefonou de Cascavel, onde estaria morando com o suposto pastor. Em alguns momentos, Lurdes afirma que a menina está em Marechal Cândido Rondom. O delegado disse que a conivência da família com o caso impede que a polícia procure por Souza e pela menina. Para que possamos expedir um mandado de prisão contra ele é preciso qua alguém o denuncie, disse Garret.
O Conselho Tutelar informou que com base nas reportagens publicadas sobre o desaparecimento ou rapto da menina, o órgão poderá investigar o caso. Se ficar comprovado que Souza manteve relações sexuais com a menina ele pode ser indiciado por estupro, já que ela tem menos de 14 anos.
Segundo a mãe da menina, a menor saiu de casa em companhia de Souza na madrugada de sábado sem que ninguém percebesse. O pastor morava na casa da família havia quatro meses. Se Souza for denunciado à polícia ele pode ser indiciado por rapto consensual, que é praticado com o consentimento da vítima e por estupro.


