Londrina - Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu, ontem pela manhã, Marcos André Alves Ferreira, considerado o maior fabricante de CDs e DVDs piratas do Norte do Estado. A prisão aconteceu na casa de Ferreira, na Rua Madeira, na Vila Casoni, área central de Londrina. No local, os policiais encontraram 16 CPUs e 140 gravadores, em pleno funcionamento. Todo o material foi encaminhado ao Gaeco.
Foram detidos, também, Elaine Cristina Fernandes da Silva e Diana Paula Alves Ferreira -respectivamente, esposa e irmã de Ferreira- e os funcionários José Carlos da Silva e Atebaldo Matos Lima. No total, seis pessoas estavam na casa, entre elas, duas crianças.
A fábrica funcionava em três cômodos localizados no piso inferior da casa de Ferreira, que mantém uma loja de CD e DVD no camelódromo do centro. Em um dos cômodos estavam 16 CPUs e uma impressora. Um segundo quarto acomodava prateleiras com milhares de CDs e DVDs já catalogados e separados por filmes, desenhos e músicas. O terceiro abrigava caixas com material pronto para a distribuição. A polícia apreendeu 16.240 CDs e DVDs gravados e outros 6.069 CDs e DVDs virgens, além de três impressoras, quatro cortadores de papel e várias caixas com encartes e capas.
Também foram apreendidos R$ 33 mil em dinheiro. De acordo com o delegado-chefe da 10ª SDP de Londrina, Sérgio Barroso, essa é a maior apreensão desse tipo feita na região, até agora.
O delegado do 2º Distrito Policial, Jayme José de Souza Filho, que acompanhou a busca, diz que o material era distribuído em Londrina. No momento da apreensão duas pessoas trabalhavam na fabricação do material.
Ferreira foi abordado por um policial na manhã de ontem em uma rua próxima à casa dele. Com ele foram encontrados um total de 1,5 mil CDs e DVDs. Segundo o delegado, ele tentou subornar o policial oferecendo R$ 200,00 para evitar o flagrante e foi preso na hora. A investigação começou a ser feita depois de uma denúncia anônima.
Os detidos vão responder por formação de quadrilha e violação de direitos autorais, com penas que variam de 2 a 4 anos de detenção. Além desses crimes, Ferreira será processado por corrupção ativa, cuja pena é de até 12 anos de prisão.(Colaborou Fernando Rocha Faro)

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