Policiais civis do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) estouraram ontem uma mansão na Zona Sul de Londrina que funcionava há pelo menos 15 dias como um ''cassino'' clandestino, com apostas feitas em máquinas de vídeo-bingo. Seis apostadoras que jogavam quando a polícia chegou foram detidas. Além de 24 máquinas, foram apreendidos cerca de R$ 4 mil.
A casa de jogos funcionava numa residência de alto padrão na Constantino Bottino, no Jardim Itatiaia. Os muros altos escondiam um belo jardim com piscina e o movimento de pessoas. A casa de apostas ficava nos fundos do terreno. Dentro da casa, cadeiras almofadadas confortavam os clientes em frente as 21 máquinas de vídeo-bingo e mais 3 caça-níqueis. No caixa, foram apreendidos R$ 3,1 mil em dinheiro e outros R$ 950,00 em cheques. Tudo arrecadado em apenas uma tarde de apostas.
Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, no momento que a Polícia Civil estourou o local seis mulheres faziam apostas. Todas foram detidas e conduzidas para prestar esclarecimentos na 10Subdivisão Policial. Conforme o delegado, elas seriam liberadas mas terão de responder pelo crime de contravenção penal de jogo de azar.
André não se aprofundou nos detalhes da ação que resultou na apreensão das máquinas e no fechamento da casa. Ele revelou apenas que as investigações estavam acontecendo há alguns dias e os indícios apontariam que o suspeito de lucrar com a máquinas, Sérgio Ilkiu Tanimura, já teria atuado na mesma atividade no Jardim Califórnia (Zona Leste). Tanimura não foi encontrado no local. As máquinas foram recolhidas e serão periciadas no Instituto de Criminalística.
A mãe do suspeito, que estava na casa acompanhado de um neto pequeno, disse à Folha que era a primeira vez que visitava o filho e que desconhecia que ele explorava jogos de azar no local. ''Vim trazer meu neto para brincar no parquinho'', afirmou. Ela confirmou que o filho reside no Jardim Califórnia mas alegou que ele possuia até bem pouco tempo um mercadinho. ''Ele fechou porque não estava dando mais nada'', disse. Tanto ela quanto o neto se assustaram com a chegada dos policiais. ''Não sabia que era clandestino. Quando eles chegaram, eu me assustei e tentei me esconder com ele (o neto), que está muito assustado'', apontou.

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