Polícia envolve morte de gerente ao roubo de carros
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quarta-feira, 02 de agosto de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Investigações da Polícia Civil de Cascavel confirmam a vinculação definitiva do assassinato do gerente de loja de revenda de peças novas e usadas (autolatas) Joel de Souza, 31 anos, ao crime organizado que atua principalmente com desmanche de carros roubados na região de Curitiba. A informação foi dada ontem pelo superintendente da 15ª SDP de Cascavel, Wolney dos Santos. Segundo ele, é possível que nos próximos dias sejam obtidas provas concretas sobre o caso. O caso de Joel é emblemático, em Cascavel, por circunstâncias que o envolveram.
Joel de Souza, que já havia atuado em Curitiba e prestado informações à comissão formada pela Assembléia Legislativa para investigar o crime organizado no Estado, era gerente da empresa de Luiz Nesello, 26 anos, que cumpre pena de 4 anos e 10 meses por receptação de carros roubados. Ele foi morto no dia 14 de julho, exatamente quando Nesello foi sentenciado pela Justiça. Quando fechava a autolatas, no início da noite, Joel recebeu cinco tiros de pistola, desferidos por um encapuzado que atravessou a rua correndo.
Segundo o delegado, as investigações estão levando definitivamente à confirmação de que o crime foi encomendado porque Joel tinha ligações com gente conhecida do mundo do desmanche como Paulo Mandelli, de Curitiba, já com prisão decretada, e Juarez Costa, o Caboclinho, de Maringá, preso em Curitiba. A Polícia Civil não dá detalhes, mas descobriu que após o crime, um homem ligado a grupos de desmanche deslocou-se de Curitiba para Cascavel para procurar Joel de Souza.
A Polícia Civil de Cascavel considera fortes os indícios de que o assassinato de Adelar Luiz Marasca, 49 anos, que era dono de uma autopeças tenha sido por motivos passionais. A polícia, no entanto, ainda investiga o caso e não quis adiantar o que já apurou. Por ser do ramo de autopeças, havia a suspeita de que a morte estaria vinculada ao crime organizado de desmanche de carros roubados.
Divorciado e pai de três filhos, Marasca foi atingido com três tiros de uma arma de baixo calibre (25 mm). O corpo foi encontrado no interior de sua caminhonete F-250, na zona leste da cidade. A PC informou ontem que Marasca nunca foi investigado e seus negócios eram regulares.


