Curitiba ''O que era para ser um simples acidente de trânsito, pelo aparato policial, parecia que estava acontecendo um sequestro ou algo assim'', resume o sócio-proprietário da empresa, Jair Araújo Junior. A polícia enviou para o local várias viaturas e até um camburão do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). No final, motoristas, delegado, dono da empresa e três testemunhas foram levados até o 3º Distrito Policial (DP). Segundo o empresário, só o delegado foi ouvido. Os passageiros ficaram horas esperando, mas foram liberados sem prestar depoimento.
''Eu sei que prevalece o espírito de corpo em qualquer lugar, mas eles nem ouviram as testemunhas'', reclamou. Estão agendadas audiências no Juizado Especial para o dia 7 de dezembro, quando o delegado será ouvido, e no dia 14, para depoimento do empresário.
É a segunda vez, em dois dias, que delegados se envolvem em confusão em Curitiba. Na quarta-feira, Silvana Lorega Braga de Moraes, da Delegacia do Adolescente, foi afastada de sua função pela Secretaria de Segurança. Ela é acusada de cometer excesso de repressão aos estudantes que participavam de manifestação. O caso está sendo apreciado pela Corregedoria. (M.G.)

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