Policia enfrenta dificuldades para vigiar áreas invadidas
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terça-feira, 09 de setembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
A Polícia Militar está com dificuldades em vigiar todas as áreas invadidas por sem-terra em Nova Cantu (130 km ao sul de Campo Mourão). O município está com seis fazendas ocupadas e dando dor de cabeça à 2ª Companhia da PM em Goioerê, que é responsável pela área. Na falta de um efetivo maior, a companhia está sendo obrigada a desmontar equipes em outras cidades para manter as rondas permanentes em Nova Cantu.
A situação que já era complicada desde julho, quando foram invadidas as três primeiras propriedades do município, piorou no final de semana, com a ocupação de mais três fazendas. Nosso efetivo está todo sugado, queixa-se o comandante da 2ª Companhia, capitão Davi Faustino. Para piorar ainda mais, a polícia tem informações de que devem ocorrer novas invasões na região. Em Campina da Lagoa, por exemplo, o MST cadastra famílias para futuras ocupações.
Campina da Lagoa faz divisa com Nova Cantu é também é atendida pela companhia de Goioerê. Uma das fazendas do município que estaria na mira dos sem-terra pertence ao Grupo Slaviero, que já tem área invadida em Nova Cantu. A fazenda, no entanto, está com um forte esquema de segurança particular. Liminar O juiz da Comarca de Mamborê, Paulo Antônio Fidalgo, expediu liminar ontem garantindo a reintegração de posse da Fazenda Esperança, invadida no domingo por cerca de 50 famílias de sem-terra. Foi a primeira ocupação no município. Em Nova Cantu, os pedidos para reintegração das três fazendas invadidas no domingo deveriam ser apresentados ontem e as liminares podem sair ainda hoje no fórum de Campina da Lagoa.
A região de Campo Mourão está com oito fazendas ocupadas por sem-terra. São seis em Nova Cantu, uma em Mamborê e uma em Altamira do Paraná.


