Polícia enfrenta 600 brincadeiras por dia
Cerca de 10% dos chamados que a Polícia Militar recebe todos os dias em Curitiba são trotes. Conforme o comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, dos 6 mil comunicados diários 600 não são verdadeiros. O Corpo de Bombeiros também sofre com os trotes, cerca de 30 por dia, a maioria deles relacionada a incêndios. O atendimento de uma parte deles, a polícia consegue evitar com um sistema que identifica a origem da chamada.
Conforme o capitão Amauri Lubian, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar, a maioria absoluta dos trotes é passada por crianças. Os trotes acontecem principalmente em dois horários, das 8h às 9 horas e das 12h às 13 horas, considerados de pico porque as crianças estão saindo de casa ou voltando da escola. Segundo Lubian, os meninos fornecem nomes e números de residências falsos e afirmam que a casa está pegando fogo ou que existe briga ou barulho na rua.
Para o sub-comandante da Companhia de Choque, Cesar Alberto Souza, o que leva os garotos a passar os trotes é um desvio social. Eles não têm noção do quanto custa para a população uma atitude desta, afirma. Souza reclama que, na maioria, dos casos precisa esvaziar todo um colégio, mesmo que haja indícios de que não existe bomba.
A atitude não é encarada como brincadeira pela administradora Beatriz Barrozo, 41 anos. Sentada em frente ao Executive Center Everest, que teve três andares evacuados anteontem por causa de uma ameaça, ela chama de irresponsável quem passa um trote, porque gasta o dinheiro público, com a mobilização da polícia.





