O delegado-chefe da 9ª SDP de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, disse ontem que o ‘‘silêncio’’ da imprensa foi fundamental para o desfecho do sequestro. Jornalistas (inclusive da Folha) sabiam do caso desde sábado, mas se mantiveram ‘‘distantes’’ a pedido da polícia. ‘‘A imprensa nos ajudou porque sem a divulgação do sequestro foi possível evitar a especulação que sempre é muito grande neste tipo de ocorrência’’, ressaltou Camargo. ‘‘Sem especulações, monitoramos com maior facilidade os telefonemas e nos livramos de trotes comuns nestes casos’’, acrescentou o delegado.
Segundo Camargo, com a ajuda da imprensa a polícia também pode oferecer ‘‘maior tranquilidade’’ para a família. ‘‘Além disso, os investigadores puderam trabalhar com mais facilidade porque em nenhum momento os sequestradores desconfiaram que a polícia estava no caso desde o início’’, disse o delegado.
Na segunda-feira, quando a imprensa se reuniu na 9ª SDP, o comando da Polícia Civil chegou a informar que se algum jornalista divulgasse o sequestro poderia ser indiciado em inquérito por interferência em trabalho profissional, crime previsto como contravenção penal. ‘‘A imprensa foi maravilhosa’’, disse o delegado adjunto da 9ª SDP, Nilson Rodrigues.

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