Polícia elogia acordo para não divulgar o crime
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de fevereiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O delegado-chefe da 9ª SDP de Maringá, Maurício de Oliveira Camargo, disse ontem que o silêncio da imprensa foi fundamental para o desfecho do sequestro. Jornalistas (inclusive da Folha) sabiam do caso desde sábado, mas se mantiveram distantes a pedido da polícia. A imprensa nos ajudou porque sem a divulgação do sequestro foi possível evitar a especulação que sempre é muito grande neste tipo de ocorrência, ressaltou Camargo. Sem especulações, monitoramos com maior facilidade os telefonemas e nos livramos de trotes comuns nestes casos, acrescentou o delegado.
Segundo Camargo, com a ajuda da imprensa a polícia também pode oferecer maior tranquilidade para a família. Além disso, os investigadores puderam trabalhar com mais facilidade porque em nenhum momento os sequestradores desconfiaram que a polícia estava no caso desde o início, disse o delegado.
Na segunda-feira, quando a imprensa se reuniu na 9ª SDP, o comando da Polícia Civil chegou a informar que se algum jornalista divulgasse o sequestro poderia ser indiciado em inquérito por interferência em trabalho profissional, crime previsto como contravenção penal. A imprensa foi maravilhosa, disse o delegado adjunto da 9ª SDP, Nilson Rodrigues.


