Polícia elabora retrato falado de atirador
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de agosto de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba O delegado-titular da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Stélio Machado, já ouviu oito testemunhas, entre elas vigias do Colégio Dom Bosco, sobre a tentativa de homicídio cometida, anteontem, contra o policial civil Ademir Pontes. O policial foi atingido por dois disparos de pistola calibre 380 quando pegava sua filha na porta do colégio, no bairro Batel. Os retratos falados do atirador e do rapaz que o acompanhava estão sendo feitos através das descrições das testemunhas.
Pontes ainda está internado no Hospital Evangélico mas deve ter alta ainda hoje. Segundo assessoria do hospital, o policial não foi submetido à operação para retirada de uma bala que está alojada no ombro. A cirurgia, de acordo com o hospital, poderia agravar seu estado de saúde.
Segundo Neimir Cristóvão, superintendente da delegacia onde a vítima trabalha existe a suspeita de que a tentativa de homicídio esteja relacionada a um dos casos que o policial estava investigando. Mas ele prefere não levantar nehuma hipótese antes de ouvir o próprio policial. Pontes estava trabalhando em nove casos, dentre eles o atentado contra o deputado Barbosa Neto (PDT), os crimes cometidos por um acusado de tráfico preso recentemente e o do rapaz suspeito de matar a esposa e que está foragido.
De acordo com o delegado, foram encontrados no local várias cápsulas de uma pistola calibre 380. Segundo os levantamentos feito pela polícia, o atirador teria disparado um pente inteiro de munição, mas só acertou dois tiros.


