O comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Henrique Sampaio Filho, disse ontem que policiais disfarçados vão atuar nas escolas de Curitiba para combater o tráfico de drogas e as gangues. Essas são as principais causas da violência que toma conta dos colégios, conforme mostrou a Folha no domingo. Sampaio Filho fez o anúncio ontem, durante uma reunião entre o comando da polícia e praticamente todos os diretores de escolas estaduais de Curitiba. Alguns deles levaram à reunião provas da violência cotidiana. São armas apreendidas com os alunos, como as facas e tesouras retiradas pela diretora da Escola Estadual Marechal Cândido Rondon, Fátima Malucelli.
O encontro serviu para avaliar os níveis de violência nas escolas e definir uma estratégia de combate à criminalidade. Os diretores cobraram atuação maior da PM e receberam de Sampaio a promessa de ações com maior rigor. ‘‘É um absurdo uma situação dessas. As escolas têm que educar e não deveriam ter que se procupar com a segurança’’, afirmou. O coronel disse que vai intensificar o trabalho da Patrulha Escolar, que foi criticada por alguns diretores. Segundo Sampaio, todas as escolas serão mapeadas e as visitas da Patrulha passarão a obedecer um roteiro que permita maior agilidade e aproveitamento melhor do efetivo.
Albari RosaTenente-coronel Paluch disse que Patrulha Escolar será reforçadaConforme o coronel, a partir desta semana, as viaturas da PM que fazem a ronda normal vão dar apoio à Patrulha Escolar, na tentativa de marcar presença e inibir ações criminosas ao menos nas redondezas das escolas. Além disso, ele disse que haverá um esforço no sentido de aproximar os Batalhões da PM do cotidiano dos alunos, com palestras sobre drogas e criminalidade.
A diretora do Escola Estadual Dom Bosco, Luzia Ambrozio Gonçalves do Nascimento, que representou dez colégios, arrancou aplausos dos diretores quando defendeu a obrigatoriedade dos uniformes. Para ela, seria uma forma de identificar os estudante e evitar a violência na volta para casa. ‘‘Os delinquentes fora dos muros do colégio não vão roubar o uniforme, mas sim a roupa de grife’’, disse.
Os diretores aproveitaram a presença da diretora-geral da Secretaria de Educação, Mirian Zamineli, para cobrar mais recursos, principalmente funcionários. Mirian disse que o uniforme pode ser adotado para o próximo ano e sugeriu que cada escola faça um projeto de segurança individual. Para ela, os problemas de cada escola não são iguais e devem ser resolvidos separadamente.Encontro serviu para avaliar o grau de violência nos colégios e definir uma estratégia de combate às gangues e às drogas
Albari RosaProvasA diretora Fátima Malucelli: coelcionando facões, tesouras e outras armas apreendidas entre seus alunos no último mêsDiretora defendeu
obrigatoriedade dos
uniformes para coibir
roubo de roupas caras

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