Curitiba
A proposta de criação de um regimento único para as Polícias Civil e Militar, apresentada pelo governo federal, ainda não foi debatida pelos representantes das polícias no Paraná, que parecem estar ‘em cima do muro’. Embora em Brasília a discussão em torno do assunto esteja fervendo, e a unificação já tenha sido defendida pelo governo de São Paulo, no Paraná ainda não há nenhuma posição oficial definida.
O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, evita tomar partido na questão e se recusou, ontem, a dizer se é contra ou a favor da unificação. Segundo a assessoria de Oliveira, no Paraná não tem havido muitos problemas por existir um plano de cargos e salários para a Polícia Militar e outro para a Polícia Civil (que deve ser anunciado no mês que vem).
Na Casa Militar a situação é semelhante. Segundo o Coronel Reinaldo Machado, sub-chefe da Casa Militar, o orgão está ‘‘em compasso de espera’’. ‘‘O governador Jaime Lerner nomeou dez comissões para discutir esta questão e ainda não houve uma conclusão’’, comentou o coronel.
O comando da Polícia Civil do Paraná também não tomou uma posição. Segundo o delegado Hamilton Soares Kanfield, do gabinete do delegado geral, é cedo para uma definição. ‘‘A proposição do governo federal começou a ser discutida hoje (ontem). Não tomamos conhecimento ainda do teor desta proposta’’, disse Kanfield.
O comandante geral da Polícia Militar do Paraná e presidente do Conselho de Comandantes Gerais da Polícias Militares, Coronel Luiz Fernando de Lara, foi procurado pela Folha, mas até o fechamento desta edição não havia sido encontrado.

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