A Polícia de Trânsito de Londrina já tem pistas dos motoristas que atropelaram e mataram a aposentada Luíza Maria Nascimento Teixeira, 62 anos, no sábado a noite. O atropelamento aconteceu na Avenida Higienópolis, em frente à Mercearia do Gourmet, zona sul. ‘‘Acredito que teremos os nomes dos motoristas antes do prazo de conclusão do inquérito policial’’, disse ontem o delegado da Polícia de Trânsito, Valter Martins Lemos.
O acidente aconteceu por volta das 20 horas de sábado. A aposentada foi atropelada por dois carros - um Vectra e um Golf - quando atravessava a avenida. Os motoristas fugiram. Testemunhas contaram que o impacto foi tão violento que lançou a aposentada para cima, dando tempo do carro passar por baixo, antes dela cair na pista a cerca de 30 metros do ponto onde foi atropelada. Jogada na pista, ela foi atingida pelo segundo veículo.
Entre os recursos que o delegado pretende usar para reconhecimento dos motoristas estão as fotografias da lombada eletrônica instalada em frente ao Iate Clube. ‘‘Já solicitei o material ao Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina)’, disse. Segundo o delegado, a maioria dos casos de atropelamentos seguidos de fuga do motorista que têm testemunhas, são resolvidos. ‘‘As testemunhas são vitais para as diligências’’, diz. Quando não há testemunhas a possibilidade de solução do crime cai para 50%.
O número de atropelamentos na Cidade vem preocupando o delegado. De janeiro a julho deste ano, diz, foram registradas 72 mortes no trânsito. Dessas, 35 foram por atropelamento. Ele analisa que, nos casos de atropelamento, a culpa pode ser dividida meio a meio: o motorista abusa da velocidade e o pedestre não toma os cuidados necessários na hora de atravessar. ‘‘Mas quando o número de atropelamentos chega a quase 50% da causa morte em acidentes de trânsito é porque o sistema viário da cidade precisa ser repensado. Falo isto como cidadão e pai de família preocupado com a situação’’, finalizou.

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