Polícia diz que não aceita interferência de políticos
Luciana Pombo
De Curitiba
O delegado geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, disse ontem que não admitirá interferência política durante as investigações do assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha, de 51 anos, diretor da Corretora de Seguros Banestado e presidente do diretório municipal do PPS de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com ele, todas as informações coletadas até agora foram conseguidas após o esclarecimento da autoria do crime.
Não há no que se falar em erro ou omissão. Dois dias após a morte do empresário, a delegacia já sabia o nome do autor do crime. Isto demonstra que as investigações estavam sendo feitas de forma competente e isenta, declarou.
O delegado afirmou ainda que irá determinar a apuração de qualquer favorecimento pessoal que tenha sido dado ao desempregado Edson Farias, de 19 anos, que confessou ter disparado o tiro que matou Donha. Se nós apurarmos, no curso das investigações policiais, que alguém favoreceu pessoalmente o preso, vou determinar que a responsabilidade criminal desta pessoa seja apurada, complementou ele.
O delegado Clóvis Galvão, da Divisão de Investigações Criminais (DIC), afirmou que a maneira em que Donha foi morto demonstra que não houve crime político. O modus operandis não fecha com crime político, declarou. O delegado Noronha foi mais cauteloso. Não descartamos a possibilidade de crime político. Mas só quem irá poder dizer isto é o próprio inquérito policial, destacou.Noronha ameaça procedimento criminal contra pessoa que tenha favore cido autor do crime
Arquivo FolhaINVESTIGAÇÃORicardo Noronha, diretor da Polícia Civil, não descarta a possibilidade de crime político, mas diz que só o inquérito policial poderá confirmar isso





