Policiais da Delegacia de Homicídios divulgaram ontem o retrato falado do suspeito de assassinar Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, 9 anos. A menina desapareceu na última segunda-feira e dois dias depois seu corpo foi encontrado dentro de uma mala abandonada na Rodoferroviária. O corpo da estudante apresentava marcas de estrangulamento e sinais de violência sexual.
De acordo com a polícia, o autor do crime tem entre 45 e 50 anos e o tipo físico classificado sobrepeso, é moreno claro ou queimado de sol, possui cabelos negros ou castanhos escuros, olhos claros, aproximadamente 1,68 metro e 70 quilos. A descrição das roupas do suspeito é camisa branca, jaqueta marrom de napa, calça jeans e sapatos.
O delegado-chefe Jaime da Luz afirmou que o retrato foi feito a partir do contato com "centenas de informações anônimas e identificadas" recebidas pela polícia. Também foram analisadas as rotinas nas regiões onde Rachel desapareceu e seu corpo foi encontrado. "É uma região de muito trânsito, estamos averigüando todo o trajeto, linhas de ônibus, comércios, taxistas e hotéis", afirmou. A decisão de apresentar esta nova informação sobre as investigações foi tomada após uma conversa com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, com o objetivo de ajudar na busca pelo suspeito. Luz acredita que o caso seja encerrado até a metade da próxima semana.
Os familiares de Rachel foram à Delegacia de Homicídios para verificar o retrato falado do suspeito, mas depois de conversar com os policiais por mais de uma hora, o pai da menina,
Michael Genofre, não quis falar com a imprensa. Funcionários da delegacia afirmaram que Genofre não reconheceu o suspeito.
O pai da garota, Michael Genofre, contou que está acompanhando de perto as investigações e sendo informado das novidades no caso, que ele acredita estar próximo da solução. "Vai com certeza, tem que ser resolvido", disse. Em relação ao fato de Rachel se deslocar sozinha na ida e volta da escola, ele afirmou que não se sente culpado e que ele e a ex-esposa escolheram um trajeto em que Rachel não precisava atravessar muitas ruas. "O perigo ronda. Não temos que procurar um culpado. O culpado foi quem assassinou minha filha."

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