O Brasil é um dos recordistas em acidentes de trânsito em todo o mundo: 350 mil anualmente. Morrem nestes acidentes 25 mil pessoas por ano. Somente nas estradas federais, acontecem todo ano 95 mil acidentes com aproximadamente oito mil mortos. Para tentar diminuir estes números, o Departamento da Polícia Rodoviária Federal vai promover quatro reuniões em regiões-pólo para encontrar alternativas e soluções para este problema.
A primeira reunião aconteceu ontem em Curitiba. Dirigentes da Polícia Rodoviária Federal do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e a direção nacional em Brasília participaram desta reunião. Outras três reuniões acontecem até metade do ano que vem em Belo Horizonte (MG); Recife (PB) e São Luiz (MA).
De acordo com o diretor geral da Polícia Rodoviária Federal, coronel Lourival Corrijo da Rocha, um dos primeiros passos para tentar diminuir estes números é integrar as centrais da polícia rodoviária federal com as administrações regionais. ‘‘Primeiro vamos horizontalizar a comunicação, levando ao conhecimento dos oficiais quais os problemas mais emergentes’’, explicou Corrijo.
O diretor da Polícia Rodoviária Federal disse que o orgão deve criar alguns mecanismos para gerir melhor os recursos. ‘‘Queremos alternativas para definir melhor como gerenciar os recursos que são destinados para a Polícia Rodoviária Federal’’, explica.
Ele disse que as campanhas de orientação têm contribuído para a redução no número de acidentes e mostrou alguns números. ‘‘Hoje o número de mortos chega a 9,5 para cada dez mil veículos. Em 86 eram 18 para cada dez mil’’, contabiliza ele.
Corrijo disse que as campanhas serão ampliadas e realizadas de forma única em todo o Brasil. ‘‘Vamos para dentro das empresas, chegando mais perto dos motoristas’’, disse Corrijo.
Na área de segurança pública, a Polícia Rodoviária Federal também pretende ter uma atuação mais ampla. ‘‘Queremos atuar em várias frentes, em parceiria com vários outros orgãos, reprimindo o contrabando, o tráfico, roubo de carga e de veículos’’, comentou o coronel.

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