A Polícia Civil deve começar a interrogar, ainda nesta semana, os camelôs que tiveram CDs piratas apreendidos durante uma operação no Camelôdromo de Londrina, na semana passada. Segundo o delegado do 1º Distrito Policial (DP), Sérgio Luiz Barroso, já foram identificados 16 camelôs, proprietários dos 19 boxes onde houve a apreensão de cerca de 10 mil CDs e fitas cassete piratas. Agora, de acordo com ele, também será solicitado à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e às associações de camelôs a identificação dos proprietários dos 30 boxes não vistoriados.
A apreensão dos CDs ocorreu depois que a Polícia recebeu uma queixa-crime da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos do Brasil (Apbif). A operação, realizada no dia 4, acabou gerando confronto entre policiais e camelôs, quebradeira de lojas e até barricadas na Avenida Leste-Oeste (área central). Um inquérito policial foi aberto e os camelôs identificados indiciados por infringir o artigo 184 do Código Penal, que trata da violação de direito autoral. Segundo Barroso, assim que os outros camelôs forem reconhecidos, também serão intimados, interrogados e indiciados.
Os presidentes das duas associações de camelôs de Londrina, a Organização Não-Governamental (ONG) Canaã e a Associação de Camelôs de Londrina (Acal), informaram que estão aguardando as primeiras intimações para avaliar o tipo de ajuda que poderão prestar a seus associados. Segundo Rogério Gonzalez, presidente da ONG Canaã, a diretoria já está conversando com a CMTU para ver se poderá ajudar os indiciados. O presidente da CMTU, Wilson Sella, também disse que está aguardando. ''Estamos esperando a tramitação do processo e aí vamos estudar caso a caso'', afirmou.
De acordo com as associações, os camelôs estão tensos com a situação. ''Tá todo mundo com medo que haja novas apreensões. Se isso ocorrer, a mudança para o Shopping Popular, no dia 29, pode ser prejudicada'', comentou Gonzalez.

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