Polícia deve investigar despejo de pilhas
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quarta-feira, 19 de maio de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina deverá ser acionada para investigar quem seria o responsável pelo crime ambiental provocado pelo despejo de mais de 1,5 mil pilhas alcalinas em um terreno em frente ao Centro Cultural Kaingang (Zona Sul de Londrina). O fato foi descoberto anteontem, mas a suspeita é de que os detritos altamente poluentes foram descartados no local há pelo menos uma semana e já teriam atingido o Ribeirão Cambezinho, que passa nas proximidades. Além disso, deverá ser feita uma inspeção no Parque Arthur Thomas, que recebe a água do Cambezinho, para apurar se os danos se estenderam até aquela área.
A chefe de gabinete da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), Alice Aparecida e Silva, informou que hoje pela manhã deverá se reunir com representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para discutir os encaminhamentos. Por causa das dificuldades para se identificar o autor do crime, ela adiantou que a solução mais indicada seria a instauração de um inquérito policial. A Promotoria do Meio Ambiente também será acionada.
Outra providência que a Sema pretende tomar será junto à regional da Fundação Nacional do Índio (Funai). Isso porque os índios alojados no Centro Cultural Caingangue teriam percebido quando as pilhas foram despejadas na rua em frente há cerca de uma semana, mas não acionaram nenhum dos órgãos de defesa do meio ambiente. A denúncia foi feita por um vigia do IAP que reside nas proximidades. A Sema quer que os índios recebam instruções para que ajudem caso haja nova ocorrências desse tipo na região.
As pilhas foram recolhidas e armazenadas juntamente com outros 100 quilos do mesmo resíduo na sede do Centro de Pesagem e Vendas (Cepeve). Todo o material armazenado deverá ser encaminhado para Curitiba.


