Dois projéteis de canhão foram detonados ontem pelo Grupo Anti-bombas da Polícia Militar de Curitiba. Fora de uso há pelo menos 20 anos, eles pertenciam ao exército, e foram encontrados numa região onde funcionava um antigo campo de testes. Um deles, localizado em novembro do ano passado, foi entregue à polícia por um catador de papel. O outro, encontrado em fevereiro deste ano, enfeitava um bar da CIC.
Para a explosão foram cavados, na Pedreira do Atuba, dois buracos de cerca de um metro e meio de profundidade e usada uma carga sobressalente de explosivos para iniciar a queima do material contido nos projéteis. Quarenta alunos sargentos acompanharam a operação, alertando os moradores da região para o perigo de possíveis estilhaçamentos e deslocamentos de ar.
‘‘Era um material muito velho’’, explicou o tenente-comandante do anti-bombas, cujo nome não foi divulgado por uma questão de segurança. ‘‘ Nem mesmo os exércitos utilizam mais esse tipo de projétil’’, disse.
A polícia pede para que a população avise caso encontre novas bombas, balas ou projéteis, pelo telefone 190. A operação de ontem foi a primeira do gênero já realizada pela polícia. Antes as bombas eram desarmadas pelo próprio exército. Não foi possível determinar o grau de destruição que os projéteis poderiam ter causado, caso explodissem dentro da favela onde foram encontrados.‘‘Tudo dependeria das condições com que eles fossem lançados ou batidos e da própria condição da carga de explosivos. Eles teriam um efeito diferente se caíssem em cima de um carro, ou de uma casa, por exemplo’’, concluiu o tenente comandante.

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