Polícia detém 15 mulheres acusadas de prostituição
James Alberti
De Curitiba
Uma operação realizada ontem em Curitiba pela Delegacia de Ordem Social deteve 15 mulheres acusadas de prostituição e fiscalizou os trabalhos de sete hotéis da região central da cidade. Os hotéis de alta rotatividade e as pensões centrais são apontados como pontos de venda de drogas por moradores e pelo Conselho Comunitário de Segurança dos bairros Centro Cívico e São Francisco. Os estabelecimentos também são vistos, conforme as denúncias, como esconderijo para batedores de carteiras e assaltantes, como mostrou a Folha ontem.
A ação da polícia durou duas horas, entre as 15 e 17 horas. As mulheres encaminhadas à delegacia foram liberadas após preenchimento de uma ficha de identificação. Nenhum dos hotéis foi interditado ou sofreu outros tipos de sanções. Dos sete estabelecimentos fiscalizados, três funcionam com liminares concedidas pela Justiça.
Segundo o investigador Aldo Ferreira Batista, que participou da ação, a maioria da mulheres confirmou ser prostituta. Elas disseram que não possuem outra forma para sobreviver, revelou o investigador. Conforme ele, as prostitutas teriam se comprometido a não mais vender o corpo mas nem mesmo a polícia acredita nisso. A gente sabe que dificilmente isso vai acontecer, disse Batista.
Apesar dos poucos resultados práticos, o delegado titular da Delegacia de Ordem Social, Olavo Americano Romanus, considerou importante a operação. Foi boa no sentido de fiscalizar os hotéis e controlar a prostituição na cidade, afirmou. O delegado disse que na próxima semana deve promover uma reunião com os proprietários do hotéis e pensões. Para colocá-los a par das consequências que podem ter (se promoverem a prostituição), disse. Na análise de Romanus, no entanto, devido ao problema social, a prostituição é um mal necessário.





