Curitiba - Policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) de Curitiba prenderam ontem três pessoas acusadas de integrar uma quadrilha especializada em aplicar o chamado golpe do bilhete premiado. A polícia estima que, juntos com dois suspeitos presos anteriormente em Santa Catarina, eles tenham faturado mais de R$ 1 milhão aplicando os golpes em vários Estados.
Depois de três meses de investigações, equipes da DEDC agiram simultameamente em Curitiba, São José dos Pinhais e Balneário Camboriú (SC). Nesses locais foram presos, respectivamente, Edson de Almeida Rocha, 45 anos, Jorge Gordia Cachorroski, 39 anos, e Eliseu dos Santos Bittencourt, 57 anos. Anteriormente, outros dois acusados haviam sido presos em Blumenau (SC): Antônio Carlos Pressotto, morador de Colorado (PR), e Ademar Nery, também de São José dos Pinhais.
Durante as investigações, iniciadas em dezembro, os policiais fizeram inclusive interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Assim, descobriram o modo de ação da quadrilha e a dimensão dos golpes. ''Eles fizeram inúmeras vítimas, pois agiam em quase todos os Estados brasileiros, com preferência para Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná'', explicou o delegado-titular da DEDC, Marcus Vinícius Michelotto. Nos últimos meses, o grupo vinha atuando em cidades catarinenses.
Com os acusados detidos ontem, a DEDC apreendeu vários bilhetes de loterias, jóias obtidas junto às vítimas, dinheiro e veículos. Além disso, Jorge Cachorroski portava um revólver. Todos foram indiciados por estelionato, crime cuja pena varia de 1 a 5 anos de reclusão, além da multa.

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