Curitiba - A Polícia Civil resolveu mesmo recuar da proposta de greve –que seria deflagrada a partir de hoje– e partir para novas tentativas de negociação com o governo do Estado. O objetivo da assembléia realizada na tarde de ontem foi o de apresentar a proposta de unificação das polícias Civil, Militar e dos agentes penitenciários nas reivindicações por melhorias salariais. Cerca de 200 pessoas participaram da reunião.
Com a unificação, muda também o índice de reposição antes reivindicado pelos policiais civis. O presidente do Sindicato das Classes Policiais do Estado do Paraná (Sinclapol), Luiz Bordenowski, em entrevista à Folha, no início do mês, falava em 100% de reajuste para os profissionais de base que ganham, atualmente, cerca de R$ 700,00.
A pauta conjunta prevê reposição de 50% referente às perdas salariais dos últimos oito anos, além do Plano de Carreira, Cargos e Salários tanto para a Polícia Civil como para os servidores do sistema penitenciário. A proposta deverá ser apresentada semana que vem ao presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB).
Além do apoio do legislativo, os policiais prometem acionar judicialmente o governo para que cumpra a Constituição Federal, que prevê revisão anual dos salários. A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares e Pensionistas (Amai) já havia pedido à Justiça que notificasse o governador, cobrando o cumprimento da legislação. Como não houve resposta, a entidade entra agora com um mandado de segurança, que será extensivo às outras duas categorias.

mockup