Polícia descobre nova empresa golpista
Mais uma empresa envolvida na venda irregular de linhas telefônicas em Curitiba - a Pelegrini Bolsa de Telefones - foi descoberta no último final de semana pela polícia e deve ter a prisão preventiva de seus donos pedida à Justiça. A empresa teria lesado mais de 50 consumidores que compraram telefones e não receberam, por estimativas da polícia, R$ 150 mil.
A Pelegrini é registrada legalmente como propriedade de Crislaine do Rossil Ribeiro Pacheco e Juceli Dolbert. Os dois proprietários e o funcionário Nelson Toldo, alegam que serviam apenas como testas-de-ferro de Flávio Fatimino Poletto, apontado por eles como o verdadeiro dono da empresa. Eles alegam que recebiam de Flávio Poletto para assinarem os contratos, diz o delegado Vinícius Martins.
Poletto é um velho conhecido da polícia curitibana, e já responde a oito inquéritos por estelionato em várias delegacias da capital. Comandada por ele, a Pelegrini agia como as demais empresas já flagradas nesse tipo de golpe. Vendia linhas telefônicas e instalava linhas alugadas. Quando a pessoa quitava a dívida descobria que não poderia registrar o telefone em seu nome, e que a empresa não possuía linhas definitivas para entregar.
Poletto desapareceu da cidade e a empresa já foi fechada e abandonada durante o final de semana, quando começaram a aparecer as primeiras vítimas do golpe. Vinte pessoas registraram queixa até ontem, e a expectativa é de que outras 30 pessoas devem fazê-lo nos próximos dias.
Na sexta-feira, Ailton Carneiro, dono da Globocenter, que estava preso há 30 dias no 8º Distrito sob a acusação de ter lesado 300 consumidores arrecadando quase R$ 1 milhão ao vender e não entregar linhas telefônicas foi solto por determinação da Justiça. No mesmo dia, policiais da Delegacia de Crimes contra o Consumidor prenderam Moisés Julio de Oliveira e Carlos Tramujos, donos da Brasifone, outra empresa acusada de enganar 200 consumidores com o mesmo tipo de golpe.





