Polícia descobre fábrica de bebida falsa
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terça-feira, 25 de outubro de 2005
Betânia Rodrigues e Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Uma fábrica clandestina de bebida falsificada foi desbaratada, ontem de manhã, pela Polícia Civil, em Londrina. Na Rua Carlos Gil, Jardim Califórnia (Zona Leste), foram encontradas cerca de 100 garrafas cheias e vazias de whisky (nacional e importado), vodka e amarula, galões com álcool de cereal, corante de caramelo, embalagens, tampas, caixas de papelão ainda em lâminas (sem dobraduras) e selos de garantia falsos. Cada caixa com 12 unidades, segundo a Polícia Civil, estaria sendo comercializada por R$ 350 no Paraná e outros Estados.
O material estava dentro da casa, onde, de acordo com a polícia, era realizada a mistura dos ingredientes com a ajuda de um simples funil. No imóvel praticamente vazio foram presos em flagrante Marlon Cesar Rodrigues, e uma gestante de 15 anos, que estava desaparecida do Distrito de Guaravera (Zona Sul). Segundo o delegado Manoel Pelisson, o rapaz ficará detido no 4º Distrito Policial (DP), a garota será entregue ao Conselho Tutelar e amostras da mercadoria que está depositada no 4º DP serão analisadas pelo Instituto de Criminalística (IC).
Ao delegado, o suspeito alegou não ter qualquer tipo de envolvimento com a adulteração. Ele afirmou que estaria apenas dormindo na residência quando foi surpreendido pelos policiais.
O crime de adulteração de bebida alcoólica é punido com pena de quatro a oito anos de reclusão. Os envolvidos também podem responder por crime contra a saúde pública, uma vez que a fabricação da bebida não tinha autorização das autoridades sanitárias. Quem comprou as bebidas falsificadas também deve ser chamado para dar satisfações à polícia e à Justiça, pois sabiam que eram produtos ilegais.
De acordo com Pelisson, a descoberta da fábrica ocorreu durante a investigação de outros casos. ''O mandado de busca e apreensão, expedido pela juíza Carla Pedalino, da 4 Vara Criminal, estava em nossas mãos há cerca de 10 dias, mas esperamos encontrar alguém no imóvel para realizar o flagrante'', explicou o delegado, que transferirá a condução do inquérito para o delegado do 4º DP, Arnaldo Peron.
De acordo com Pelisson, um caderno com anotações do movimento feito pela falsa fábrica foi apreendido. De acordo com a contabilidade, uma caixa de whisky com 12 garrafas estaria sendo vendida ao preço de R$ 350,00. No mesmo documento, o delegado apurou que a comercialização das bebidas falsas era feita tanto em cidades do Paraná quanto no interior de São Paulo e Santa Catarina. Não havia nenhuma anotação envolvendo estabelecimentos de Londrina. No entanto, a polícia suspeita que a venda local seria feita em unidades e não em caixas fechadas.


