Polícia descobre esquema de falsificação
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina prendeu em flagrante um casal acusado de manter um escritório dentro de sua residência para a produção de documentos falsos. A prisão aconteceu no final da tarde de quinta-feira quando eles saíam da casa, localizada no Jardim Tarobá (Zona Norte). Além de computadores e impressoras, foram encontrados mais de 70 documentos prontos ou em fase de acabamento e cerca de R$ 6 mil em dinheiro.
Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, as investigações começaram há 30 dias. ''Eles mantinham um escritório completo para a produção de qualquer tipo de documento. As informações mostram que eles atuavam em todo o Paraná e a polícia já tem informações de outros suspeitos que podem estar envolvidos no esquema. Dentro de alguns dias devemos cumprir mandados de prisão contra essas pessoas'', disse.
De acordo com as investigações, Marlon Diego Robertes e Josiane Martins, ambos com 25 anos, pediam de R$ 200 a R$ 300 por documento, dependendo das ''negociações''. ''A pessoa poderia escolher o tipo da carteira de habilitação, por exemplo, se era só para categoria A ou AB'', comentou o delegado.
A polícia encontrou recibos de banco, extratos bancários, notas fiscais, impressos para RG, CPF, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de assinaturas digitais de tabelionatos para reconhecimento de firma e do Detran. ''São impressoras de alta qualidade, tintas específicas para esse tipo de trabalho. Também encontramos carteiras falsas na bolsa da mulher no momento da prisão'', disse. Barroso afirmou que o casal mantinha uma atividade lícita para ''forjar'' suas ações. ''Eles comercializavam lanches, num quiosque próximo ao Moringão''.
Ainda segundo o delegado, Marlon e Josiane poderão responder por vários crimes, entre eles receptação de documentos; falsificação de papéis públicos; falsificação de selo original público; posse de petrechos para falsificação; falsificação de documentos públicos e falsificação ideológica. Somando todos esses crimes o casal pode ser condenado a até 20 anos de prisão. ''Ele foi levado para o 2º Distrito Policial e ela para o 3º DP. Também vamos checar os endereços e nomes das pessoas que estariam adquirindo esses documentos.''


