Polícia descarta envolvimento da máfia em crime
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de setembro de 1997
Foz do Iguaçu 
A Polícia Civil de Foz do Iguaçu descartou ontem qualquer ligação da máfia chinesa no assassinato do taiwanês Haymond Tsai, de 29 anos. Ele foi morto em seu apartamento, no edifício Grand Prix, região central da cidade, no último dia 18. Tsai recebeu mais de 30 facadas, além de ter o rosto e o pescoço cortados por uma navalha e as mãos amarradas com fios de telefone.
A polícia apresentou o estudante Douglas Nander Junior, de 21 anos, como principal acusado da morte do taiwanês. Ele foi preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e confessou a autoria do crime. No depoimento, Nander Junior disse que matou Tsai para roubar. O taiwanês era gerente de uma loja de informática em Ciudad del Este, no Paraguai, fato que reforçou a tese de que ele teria sido morto pela máfia chinesa.
O preso informou que o latrocínio teve a participação do adolescente K.T.S, de 16 anos, com descendência oriental, e de um chinês identificado até agora como Tony. Segundo o delegado da 6ª Subdvisão Policial, Luiz Carlos de Oliveira, Tony seria ex-integrante da máfia chinesa, mas o crime não tem nenhum envolvimento com as extorsões praticadas por soldados da organização criminosa que age na fronteira entre Brasil e Paraguai. A polícia ainda está tentando localizar Tony e o menor K.T.S.
As evidências que levaram a polícia a acreditar, inicialmente, em crime da máfia foi a forma cruel que Tsai foi assassinado. Segundo Nander Junior, eles derrubaram o taiwanês com um golpe na cabeça e o amordaçaram com toalhas. Os três homens levaram US$ 400,00 em dinheiro, um computador e uma caminhonete da vítima.
Segundo o delegado, as primeiras pistas foram algumas fotos encontradas no apartamento da vítima em que Tony aparecia ao lado de Tsai. No mesmo andar onde morava o taiwanês, uma irmã de Tony tem um apartamento e, com isso, ele entrava com facilidade no edifício. Segundo testemunhas, Tony frequentava o apartamento da vítima.


