Polícia de Maringá recorre a exame de DNA
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de outubro de 2003
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - Cerca de 20 funcionários da empresa Bunge Alimentos, assinaram anteontem, documento da Polícia Civil de Maringá autorizando a coleta de sangue para exame de DNA. Os resultados dos exames poderão indicar a pessoa que atacou, violentou e espancou a auxiliar de serviços gerais, Rosemari Borges, 33 anos, na última quarta-feira. O crime aconteceu dentro de um escritório da empresa, por volta das 15 horas. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de quinta-feira. Exames comprovaram que ela foi estuprada e espancada na cabeça. O agressor usou uma barra de ferro deixada no local do crime.
A polícia colheu esperma encontrado no corpo de Rosemari e sangue em vários pontos do local. O material será confrontado com os exames dos funcionários e pode indicar o autor do crime.
Anteontem, uma equipe de investigadores e o delegado Ítalo Sega, responsável pelo inquérito, esteve na empresa para reconstituir o crime. O delegado queria saber onde estavam os funcionários no momento em que a vítima foi atacada, se era possível ouvir os gritos dela e como o agressor conseguiu fugir sem ser percebido pelo vigia da empresa.
A Bunge Alimentos está instalada em uma área de sete alqueires e sugere um certo abandono. O diretor da empresa, Herculano Martins, disse que a empresa só vai se pronunciar após a identificação do criminoso.
Os familiares de Rosemari estão revoltados e não acreditam na hipótese de que o autor tenha sido um andarilho. A família suspeita que o autor do crime é funcionário da empresa.


