Polícia de Maringá procura estuprador
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quinta-feira, 02 de abril de 1998
Marccio W. Varella 
Marcos NegriniVítimaA menor L.R.B. prestou depoimento ontem na Delegacia da Mulher: Ele disse que me matariaA Polícia Civil de Maringá está procurando desde ontem por um rapaz de 20 anos, moreno claro, alto e de cabelos curtos, acusado de ter estuprado a menor L.R.B., de 13 anos, no bairro Parque Hortência I, de Maringá. No mês passado, a polícia prendeu o homem que estuprou duas mulheres no campus da Universidade Estadual de Maringá. A menor prestou depoimento ontem de manhã à escrivã-chefe da Delegacia da Mulher de Maringá, Marisa Cácia de Almeida.
Ela contou à escrivã que anteontem, por volta das 11h15, deixou a Escola Municipal Renato Bernardi, onde estuda na 6ª série, em direção a sua casa. Ao passar pela Rua das Torres, a menos de 300 metros do colégio, a menor disse que foi agarrada por trás por um desconhecido, que colocou um lenço com um cheiro horrível e forte em sua boca, e a levou para uma casa desocupada. Segundo a menor, ele a ameaçou com uma arma. Disse que me mataria se eu gritasse.
Ela contou ainda que o suposto estuprador tinha a chave de uma casa de madeira. Depois do crime, ela disse que ele trancou a porta e ela teria fugido pela janela. Correu para casa e contou o caso aos seus pais, Valdir Rocha Batista, 34 anos, servente da prefeitura, e Rosa Costa dos Santos, 34, servente do Instituto Médico-Legal (IML). Imediatamente, os pais a levaram ao IML para exame de conjunção carnal.
A menor foi examinada pelo diretor do IML, médico-legista Aldo Pezzarini, que confirmou o estupro. Ainda não sabemos se houve ejaculação - colhemos material para exame de laboratório. Constatei também uma equimose na mama. Ela não estava drogada, disse o médico.
Os pais e a menor acompanharam a imprensa até a Rua das Torres, para que ela mostrasse a casa onde teria ocorrido o crime. L.R.B. entrou no galpão de uma marcenaria, dizendo que foi ali que ocorreu o estupro. Os funcionários da marcenaria desmentiram a menor, dizendo que no horário mencionado pela menina todos os funcionários estavam lá, trabalhando normalmente. A menor disse que estava confusa quanto ao local.
O estupro é considerado crime hediondo de acordo com o artigo 213 do Código Penal. A pena de reclusão prevista é de seis a 10 anos. O estupro, mesmo consentido pela mulher, é considerado crime no caso de menores de 14 anos. Entre 14 e 18 anos, o código prevê crime de sedução. Os pais de L.R.B. garantem que ela é quieta, calma, estudiosa, só sai de casa para ir à Igreja Pentecostal, não tem namorado e nem usa drogas.


