As polícias Civil e Federal de Maringá investigam o uso de 11 linhas telefônicas instaladas em uma casa simples da periferia da cidade em ligações para países do Oriente Médio. Cópias das faturas já foram encaminhadas para a Interpol (polícia internacional). Outros três casos, mas dessa vez de pessoas que tiveram a linha de telefone reabilitada em nome de terceiros, também chamam a atenção da polícia. As ligações ocorreram entre julho e início de setembro.
Para o delegado chefe da Polícia Federal de Maringá, José Ferreira de Oliveira, só uma investigação da Interpol pode detectar algum tipo de envolvimento dos responsáveis pelas ligações com grupos de terroristas. ''A tragédia dos Estados Unidos nos obrigou a levar este caso para a Interpol'', disse Oliveira.
O delegado conta que pessoas procuraram a Polícia Federal depois de receberem em seus nomes contas de telefone de valores altos e com inúmeras ligações para países como a Líbia, Síria e Paquistão. São casos que envolvem faturas de R$ 3,5 mil, R$ 4,5 mil e outra de R$ 15 mil. Conforme Oliveira, as contas são de linhas desativadas, mas que foram habilitadas por outras pessoas. No final da tarde ontem, um homem procurou a Polícia Civil reclamando de uma conta de R$ 7,5 mil.
Já o caso das 11 linhas telefônicas instaladas no Jardim São Silvestre, bairro da zona sul da cidade, é o que mais intriga a polícia. Um homem identificado apenas como Afif alugou uma meia-água e junto com uma mulher de nome Soraia instalou os telefones. Por um mês foram feitas uma série de ligações, sendo a última no dia 5 de setembro. Depois a casa foi abandonada. Segundo uma vizinha, o homem de nome Afif dizia apenas que era de Foz do Iguaçu e que estava em Maringá ''vendendo muambas''.
O delegado da Polícia Federal disse que só a Interpol pode confirmar se os casos tratam de terrorismo. ''Por enquanto acho que foi estelionato'', afirmou Oliveira.

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