A Polícia de Cambé (13 km a oeste de Londrina) está investigando um caso de agressão que envolve membros de famílias conhecidas da cidade. Carolina Figueró, 26 anos, e o marido, o agrônomo Gustavo Fregoneze, 27 anos, foram agredidos por um grupo de rapazes na saída de um baile do clube HTC, na madrugada de domingo. Os rapazes mexeram com Carolina. Houve bate-boca e o grupo ameaçou pegá-los na saída.
Por volta das 4 horas, quando estavam próximo do carro, o grupo de seis rapazes – sendo dois menores – os cercou e passou a espancá-los. Gustavo foi o que mais apanhou, fraturando um osso da face. Ele está internado no Hospital Evangélico de Londrina, devendo passar por uma cirurgia no final de semana.
Por causa da repercussão do caso, e com os laudos de lesão corporal feito em Carolina e Gustavo, o delegado de Cambé, Antônio do Carmo, solicitou à Justiça a prisão preventiva do grupo, que foi detido na quarta-feira. Deverson de Oliveira, 19 anos, Plínio Araújo Correia, 23 anos, Ailton Ricieri Júnior, 20 e Luis Fernando Henrique, 19, estão presos na cadeia de Cambé. Os menores B.R. e E.R.A. também foram apreendidos. O grupo responde a inquérito por lesão corporal grave, podendo pegar uma pena de 1 a 4 anos de reclusão.
‘‘Não dá para entender o que aconteceu. A cidade não tem problemas de gangues e estes rapazes são filhos de pessoas de bem na cidade’’, comentou o delegado. O grupo confessou ter agredido o agrônomo e a esposa.
A polícia também investiga a violência praticada contra uma amiga do casal. No domingo, a amiga e o marido teriam ido até a casa de um dos menores, após saber da agressão, e protestaram no portão. Houve bate-boca com o pai do rapaz. De acordo com relatos da mulher (o nome não foi revelado), na segunda-feira, quando estava sozinha em casa, por volta das 8 horas, ela se lembra de ter visto uma mão agarrá-la e perdeu os sentidos.
Quando voltou a si, ela conta que o sofá estava cortado à faca, alguns móveis e objetos revirados e os pneus do carro murchos. No tórax, barriga e coxa haviam riscos de caneta. ‘‘Não posso afirmar que foi o mesmo grupo ou alguém da família dos rapazes, pois não há provas. O único elo entre os dois casos é o fato deles serem amigos’’, relatou.

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