Polícia cumpre reintegração
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sábado, 29 de novembro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Primeiro de Maio A Polícia Militar cumpriu na tarde de ontem a reintegração de posse da fazenda Água da Mata, localizada à margem da rodovia PR-445, em Primeiro de Maio (Região Metropolitana de Londrina). A reintegração havia sido determinada pela Justiça de Primeiro de Maio.
A propriedade de 192 alqueires é produtora de café e foi invadida há cinco meses. Cerca de 20 famílias e 50 trabalhadores, entre homens, mulheres e crianças, ocupavam dez casas da fazenda. A reintegração começou por volta das 6 horas da manhã e foi concluída às 16 horas. "Tudo transcorreu normalmente. Não houve resistência e nem reação por parte dos invasores e a Polícia não precisou usar a força", informou o capitão Silvio Moraes, do 15º Batalhão da Polícia Militar de Rolândia, que comandou a operação. Ao todo, 84 policiais participaram da reintegração. Houve reforço de policiais do 5º BPM e da 4ª Companhia Independente da PM, de Londrina.
Os trabalhadores, ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), foram encaminhados a um assentamento em Primeiro de Maio e para as cidades de Londrina e Bela Vista do Paraíso.
"Havia muitas construções danificadas e toda a infraestrutura da fazenda foi prejudicada. Quando houve a invasão, o administrador da propriedade e alguns funcionários foram expulsos e, em virtude disso, a plantação estava abandonada e destruída", relatou o capitão.
O diretor de Políticas Agrárias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), afiliada a Contag, Marcos Brambilla, informou que a reintegração foi uma surpresa para a Federação, já que não havia sido comunicada oficialmente. "Nós havíamos conseguido um despacho da Justiça Federal de Ponta Porã (MS) não autorizando a reintegração e também questionando a decisão da Justiça local, já que se trata de uma área de domínio federal", ressaltou Brambilla.
A Fetaep informou que não auxilia os trabalhadores financeiramente e que vai continuar cobrando uma definição sobre a situação. "Vamos seguir cobrando do Estado, da Justiça e do Incra para que haja uma resolução para este problema", apontou o diretor.


