O serviço reservado da Polícia Militar (P2) identificou outras cinco pessoas envolvidas no sequestro da mulher do empresário de Sertanópolis, Vanderlei Balbieri, Vanda Torrezan e da empregada da família, Leonor Augusta Pereira. A proprietária da casa usada como cativeiro das vítimas, no conjunto União da Vitória (Zona Sul), esteve ontem à tarde na 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), e informou o nome de cinco pessoas que alugaram o imóvel. O nome da proprietária da casa não foi divulgado pela polícia.
Segundo uma fonte da PM, quatro pessoas seriam moradores do próprio Conjunto União da Vitória, enquanto um quinto sequestrador seria de fora da cidade. Com isso, a quadrilha já teria pelo menos sete integrantes. Duas pessoas estão presas. Cláudia Ferreira da Silva, de aproximadamente 18 anos, foi presa em flagrante empunhando uma pistola calibre 380, afirmou que receberia R$ 20 para ficar com as vitimas até às 15 horas do domingo. Em seguida a polícia prendeu o mototaxista, identificado como Paulo Sérgio, que fazia o transporte dos sequestradores. Ele foi preso no Jardim Franciscato, por volta das 13h30.
Ainda de acordo com a PM, desde o começo da tarde de sábado, quando o cativeiro foi estourado e as duas vítimas foram libertadas, policiais da P2 estão no local, de campana. Informações obtidas pela reportagem da Folha, indicam que seis viaturas da P2 estão no Conjunto, na tentativa de encontrar o restante da quadrilha. Com a identificação dos sequestradores, o trabalho da polícia fica mais fácil.
O carro, um Ecosport placas ALO 3235, encontrado na rua Albert Einst, em frente ao número 99, na Vila Industrial (Zona Oeste), está na 10 SDP à disposição da família.
Na casa do empresário Vanderlei Balbiere, uma empregada da família que se identificou apenas como Sandra, informou que Vanda Torrezan ainda está muito abalada com o sequestro, mas passa bem. A família está alojada numa chácara para descansar.
A reportagem tentou contato com o advogado da família e com os delegados da 10 SDP e do Grupo Tigre, que investigam o caso, mas não conseguiu falar com ninguém. A informação é que eles estariam acompanhando a campana feita pelos policiais.
No Conjunto União da Vitória V, apesar do clima tenso, crianças, jovens e idosos eram vistos nas ruas, mas a maioria dos moradores evita falar no assunto.

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