Paulo Ubiratan
De Londrina
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio Azevedo, entregou ontem à tarde, à Justiça, o inquérito policial que apurou a morte do radialista Lourival Cruz. Ele foi morto por volta das 22 horas do dia 6, em frente à casa onde morava, na Rua São Mateus, 138, Vila Siam (zona leste). Segundo o inquérito policial, o radialista teria sido morto porque reagiu ao assalto.
O ladrão que teria disparado o tiro, Henrique Eduardo, fugiu no carro da vítima mas foi perseguido por populares e abandou o veículo quatro quadras depois. O tiro transfixou o coração e o pulmão do radialista. Ele foi socorrido pela mulher e pela filha, que saíram para a rua ao ouvir gritos e o estampido do tiro.
‘‘Ele nos despertou a atenção quando saiu contando dinheiro de uma padaria perto de sua casa. Ele saiu no carro e, em seguida, encostou em frente da casa. Atirei nele porque me deu um tapa no rosto. Acionei o gatilho duas vezes, pois na primeira vez o tiro falhou’’, contou Henrique. Junto com o acusado do assassinato estavam Maicon Fabrício Cesário e Ricardo Alexandre de Castro. Os dois contaram que saíram correndo após o crime, mas dois dias depois foram presos. Henrique foi o último a ser pego pela polícia. Ele estava hospedado em um hotel no centro de Londrina.
O delegado Acácio indiciou Henrique por latrocínio (matar para roubar) e seus comparsas como co-autores do crime. O primo da vítima, Dicésar Servidone, em carta para a Folha, afirma não acreditar que Lourival tenha sido vítima de um assalto. ‘‘Acho no mínimo estranho o fato do assassino ter matado para roubar e não roubar nada, ficar em hotel usando roupa de grife...’’

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