Polícia Comunitária chega a Maringá
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quarta-feira, 26 de maio de 1999
Marccio W. Varella 
A Polícia Militar do Paraná implanta em Maringá o projeto Policiamento Comunitário. Serão 12 soldados, duas viaturas, seis motocicletas e um microônibus que vão atender diariamente os moradores do bairro Zona 8, onde é praticada uma média de 30 assaltos a residências por mês, um dos índices mais altos da cidade.
O projeto foi lançado ontem à noite no auditório da Prefeitura de Maringá pelo secretário estadual de Segurança Pública Cândido Martins de Oliveira e pelo comandante de Policiamento do Interior da PM coronel Walter Aguiar.
Segundo o comandante do 4º Batalhão de PM de Maringá major Nelson João Casarolli, a equipe chegará cedo ao bairro, onde conversará com os moradores, de porta em porta, perguntando quais os principais problemas relativos à segurança. Os moradores também poderão se dirigir ao microônibus para dar informações aos policiais sobre os métodos de assalto utilizados, ruas onde não existe iluminação, locais de encontro preferidos pelos malandros do bairro.
Essas informações serão transformadas em cadastros. A equipe deverá permanecer na Zona 8 durante duas semanas, indo depois para os bairros Jardim Alvorada, Centro, Zona 2, Mandacaru, Requião, Aeroporto. O trabalho de integração polícia-comunidade será feito até o final da tarde. À noite, uma viatura do tático-móvel percorrerá as ruas do bairro até as 24 horas, principalmente nas proximidades dos colégios.
Casaroli espera diminuir o número de assaltos pela metade. Ontem, uma equipe completa da PM fez uma demonstração de como será o trabalho em Maringá. O 4º Batalhão de Maringá tem 430 homens e 23 viaturas.
Cascavel O 6º BPM de Cascavel está ampliando o projeto Polícia Comunitária que era executado no bairro Parque Verde (zona oeste) para os bairros Country (norte) e Maria Luiza (sul), todos com moradores de classe média e alta. Há críticas, pelo fato de serem contempladas áreas onde a maior parte das famílias têm segurança própria. O comando do 6º BPM diz que se trata de locais com perfil aproximado, o que facilita a ampliação, e promete chegar a bairros mais afastados e pobres na sequência.


