A Polícia Civil de Araucária começa hoje a apuração criminal da denúncia feita pela Refinaria Getúlio Vargas (Repar) da Petrobrás, em Araucária, sobre o desvio de 2,7 milhões de litros de combustível. O prazo para a apuração dos fatos é de 30 dias, podendo haver prorrogação.
De acordo com o escrivão chefe da Polícia Civil, Marcius Cordeiro, o primeiro passo será formalizar a fraude apurada pela sindicância interna e administrativa realizada pela Petrobrás na refinaria, para tentar enquadrar o crime em estelionato, furto ou apropriação indébita e instaurar o inquérito.
A delegada adjunta Maritza Maira Haisi presidirá o inquérito e deve começar a ouvir as testemunhas e funcionários da Repar ainda esta semana. A partir desses dados será instaurada ou não, uma ação penal para apurar as responsabilidades. ‘‘Se o caso tomar proporções maiores, a Polícia Federal poderá ser acionada para investigações mais abrangentes’’, disse Cordeiro.
Quatro funcionários da Repar, suspeitos do desvio de combustível foram demitidos pela empresa no mês passado. Os nomes estão sendo mantidos em sigilo até que a PC apure os envolvimentos. As operações de fraude vinham sendo realizadas desde 94 e foram identificadas durante a auditoria da Petrobrás.
A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Petróleo do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) e a Petrobrás solicitaram à Procuradoria da República a abertura de inquérito na última terça-feira. ‘‘Esperamos que seja apurado o outro lado da meada, ou seja, quem comprou este combustível desviado’’, argumenta o presidente do Sindipetro, Ênio dos Reis.
A assessoria de comunicação da Repar informou que a diretoria da refinaria está à disposição da Polícia Civil para auxiliar nas investigações. A Petrobrás reuniu provas e entregou um relatório ao Ministério Público Federal para que as ações penais sejam apuradas.

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