Polícia começa a ouvir testemunhas de chacina
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terça-feira, 15 de novembro de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Tráfico de drogas, vingança, motivação passional. A Polícia Civil trabalha com várias hipóteses para tentar elucidar os autores da chacina ocorrida na madrugada do último sábado em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Três homens armados entraram na residência e mataram um jovem e uma menina de um ano e nove meses. Duas mulheres ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital Universitário Evangélico (HUE). O fato ocorreu na Vila Chico Mendes.
De acordo com o delegado Marcelo Lemos de Oliveira, que está investigando o caso, os criminosos estavam usando uma espécie de gorro para tentar ocultar os traços. Entretanto, ele acredita que ainda assim conseguirá o retrato falado para identificação do grupo. Foram disparados 20 tiros contra as vítimas, que estavam dormindo. Cinco estojos foram encontrados e identificados como sendo de uma pistola semi-automática 6.35. Algumas vítimas ainda foram esfaqueadas. No episódio, o lavador de carros Anderson de Andrade Alves (18 anos) e a menina Gabrieli Stephani Alves foram assassinados. Suellen Lopes, de 17 anos, mãe de Gabrieli e Dircelene de Andrade, de 41 anos, mãe de Anderson já deixaram o Pronto Socorro e ontem estavam nos quartos do hospital.
Ainda hoje elas deverão prestar depoimento formal à polícia. Apenas foi ouvida a irmã de Anderson, que estava dentro da casa, mas teve a boca tapada pela mãe. ''Não estamos descartando qualquer hipótese. Mesmo que nenhum dos moradores da casa tenha qualquer envolvimento com crimes'', ponderou ele. Os moradores estavam na Vila Chico Mendes há menos de um ano. Os vizinhos relataram que eles gostavam de festas. Mas não se envolviam com as brigas entre gangues da região.


