Polícia começa a investigar vazamento de óleo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de maio de 2002
Chiara PapaliReportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina abriu inquérito para investigar a contaminação com óleo diesel no Ribeirão Lindóia, na região oeste da cidade. A determinação é da promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira. A contaminação foi descoberta há cerca de duas semanas por moradores ribeirinhos.
Ontem, peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local para colher provas de um possível crime ambiental. Fomos primeiramente para conhecer o local e poder definir estratégias. O objetivo do inquérito é descobrir de onde veio o vazamento e o prejuízo causado ao meio ambiente, disse o perito Luciano Bucharles. De acordo com ele, o laudo do Instituto de Criminalística normalmente é entregue em dez dias, mas neste caso deve haver uma dilatação do prazo em pelo menos um mês.
O Pool de Combustíveis em Londrina fez ontem, no final da tarde, nova solitação ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Agência Nacional de Petróleo (ANP) para voltar a receber óleo diesel. Há pouco mais de uma semana o recebimento de combustível foi embargado no pool e, desde ontem, quando acabou o estoque, o óleo está sendo trazido de Maringá. A determinação do IAP e da ANP, que atinge também a Petrobrás Distribuidora e a América Latina Logística (ALL), é válida até que se descubra a origem da contaminação com óleo diesel no Ribeirão Lindóia.
Segundo o chefe de segurança ambiental da Petróleo Ipiranga, Altair Vasconcellos, como foi comprovado que não há vazamento nas tubulações do pool, o recebimento de combustível não vai agravar o problema no ribeirão.
Apesar de ter afirmado que havia uma possibilidade concreta de aumento no preço do óleo diesel, por causa do frete, ontem, Altair descartou essa hipótese. Poderia ter aumento, mas não vai chegar ao consumidor final, afirmou. O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis no Paraná, Roberto Fregonese, afirmou que se algum aumento for repassado ao consumidor, será quase imperceptível, cerca de dois a três centavos por litro. Alguns postos consultados ontem pela Folha também confirmaram que não houve aumento.
Ontem, o pool entregou para avaliação do IAP o plano de trabalho do estudo hidrogeológico, que deve determinar como o ribeirão foi contaminado com óleo. Técnicos já estão definindo os locais onde serão perfurados os poços de monitoramento. O resultado deve sair em 45 dias.


