Polícia Civil vai cumpir liminar do TJ
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os policiais civis pretendem cumprir a liminar que foi concedida na última sexta-feira pelo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Miguel Kfouri Neto, que proibiu a categoria de entrar em greve. A decisão judicial determinou o cancelamento da operação-padrão realizada desde a madrugada de quinta-feira. A paralisação estava programada para começar hoje. O Tribunal estabeleceu ainda multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol) e ao Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol) em caso de descumprimento da liminar.
O advogado do Sinclapol, Milton Miró Vernalha Filho, disse que a categoria pretende recorrer da liminar no TJ-PR assim que o sindicato for comunicado da decisão. Ele afirmou que a decisão do Tribunal foi equivocada porque não foi considerado o direito constitucional de fazer greve. Segundo ele, o TJ teria que estabelecer um percentual mínimo de policiais que continuariam trabalhando durante a paralisação. Segundo ele, os policiais não querem apenas reajuste salarial, mas melhores condições de trabalho.
O presidente do Sinclapol, André Gutierrez, foi procurado pela reportagem, mas não atendeu as ligações. A decisão do TJ proibiu ainda qualquer espécie de paralisação parcial, atos como piquetes, obstruções ou a ocupação de prédios públicos.
Na região de Londrina, o Sindipol também acatou a determinação judicial e suspendeu a greve da categoria. ''Temos obrigação de cumprir a lei e uma ordem judicial não pode ser descumprida'', afirmou o presidente Ademilson Batista. O sindicato realizou uma assembleia com a categoria na manhã de ontem comunicando a decisão.
A Secretaria Estadual de Administração e Previdência (Seap) prometeu apresentar na próxima sexta-feira uma nova tabela de subsídio para os policiais civis do Paraná. (Colaborou Danilo Marconi)


