Polícia Civil transfere investigadores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de agosto de 1998
Marccio W. Varella 
A 9ª Subdivisão Policial deve anunciar hoje os nomes dos cinco investigadores que serão transferidos de Maringá para outras delegacias da região Noroeste. Para seus lugares serão transferidos policiais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba. Segundo o delegado-chefe Aprígio Cardoso, as transferências fazem parte do trabalho de reestruturação da polícia iniciado há seis meses. A reunião que decidiu os nomes dos que serão transferidos foi realizada na noite de ontem, entre os delegados e os 37 investigadores lotados em Maringá.
Quarta-feira, o investigador Belchior Canuto de Oliveira, com mais de 15 anos de trabalho, foi colocado à disposição da Divisão Policial do Interior (DIP). O motivo foi insubordinação: recusou-se a levar um preso ao hospital por achar que ele poderia fugir. Aos outros ainda será dada uma chance de trabalhar em outras cidades, explicou o delegado-adjunto Roberto Fernandes.
Não podemos admitir que um policial faça corpo mole. Vamos colocar aqui gente que quer trabalhar, que venha somar. Temos investigadores que estão há seis meses sem fazer uma prisão, reclamou Fernandes.
Maringá tem hoje um policial civil para cada 7.800 habitantes. O ideal, segundo Fernandes, seria que a polícia tivesse pelos menos 30 investigadores em Maringá e mais 10 em cada distrito, para que estes pudessem trabalhar com mais autonomia. Hoje, cada um dos distritos têm apenas um delegado e um escrivão. Há promessas da Polícia Civil que a região de Maringá terá mais 20 agentes.
O delegado-chefe Cardoso disse que para a polícia trabalhar com tranquilidade não pode ter ligações políticas com os outros setores da sociedade. É nesse sentido que estamos trabalhando, disse ele.


