Polícia Civil terá grupos especiais
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Curitiba 
O combate ao crime organizado no interior do Estado deverá ser feito, dentro de algum tempo, por grupos especiais da Polícia Civil. Batizados de Grupos de Diligências Especiais (GDE), eles serão legalmente criados hoje, com a assinatura de uma resolução pelo secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. Na prática, deverão entrar em ação dentro de aproximadamente 45 dias, segundo previsão do Departamento de Polícia Civil.
A resolução que cria os Grupos de Diligências Especiais prevê a instalação de um grupo junto a cada uma das 19 subdivisões policiais do interior. Mas a vinculação com as subdivisões será apenas administrativa. Tecnicamente, os GDEs ficarão subordinados ao Centro de Operações Policiais (Cope), com sede em Curitiba.
O delegado Hamilton Canfield, assessor da diretoria da Polícia Civil, disse que cada grupo terá entre 10 e 12 integrantes. Eles serão treinados por equipes do Cope e do Grupo Tigre, que reúne policiais de elite. O próprio treinamento funcionará como um processo de seleção, afirmou.
Segundo Canfield, a Secretaria de Segurança vai alugar 32 viaturas especiais para uso pelos GDEs. Serão camionetes movidas a diesel, com suspensão e acomodações internas diferenciadas. Os veículos estão sendo produzidos. Os grupos também deverão receber armamento especial, superior ao utilizado na rotina da Polícia Civil.
De acordo com Canfield, o objetivo é dar uma resposta à comunidade no enfrentamento do crime organizado, que vem crescendo no Estado. Entre os crimes cujo combate poderá ser alvo dos GDEs estão o furto e roubo de defensivos agrícolas, cada vez mais frequentes nos municípios do interior do Paraná, e os assaltos a banco.
A resolução que cria os Grupos de Diligências Especiais será assinada hoje pela manhã, mas a regulamentação ainda depende de uma portaria do delegado geral da Polícia Civil, Artur Braga. Canfield acredita que em 45 dias os primeiros grupos poderão estar em atuação.


