A Polícia Civil de Londrina também enfrenta problemas de falta de pessoal. No total, a 10ª Subdivisão Policial (SDP) dispõe de apenas 141 policiais – entre investigadores (69), escrivães (28) e delegados (16) – para atender a cidade. A cidade, porém, não pode contar com esse efetivo. Dos 28 escrivães, 11 ainda estão fazendo o curso da Academia de Polícia e, entre os 69 investigadores, 13 cumprem funções administrativas e 12 cuidam de presos no 2º e 4º Distritos Policiais, os únicos que ainda mantêm carceragem.
Como acontece com a Polícia Militar, no caso dos 44 investigadores que sobram também é preciso computar as escalas. Os policiais civis trabalham um período de 24 horas e folgam 72, o que significa 11 investigadores por dia trabalhando. Londrina tem seis distritos policiais, além de uma Delegacia de Trânsito, uma de Mulheres e uma de Adolescentes, além de dois delegados-operacionais que também precisam ter equipes. O resultado é que, cada um desses, dispõe de apenas um investigador para realizar o trabalho. ‘‘Além disso, é preciso também computar as férias e licenças, além de trabalhos extras como escolta para presos – quando a gente os leva para o médico, ao Fórum e à remoções para outras cidades. Tem distrito que não tem nenhum investigador’’, apontou um policial que preferiu não se identificar.
O delegado-geral da Polícia Civil no Paraná, Leonyl Ribeiro, disse que já trabalhou em Londrina com apenas metade do atual efetivo e realizou um bom trabalho. ‘‘Tudo vai depender da administração’’, afirmou. Segundo ele, nem sempre o aumento no efetivo reflete na qualidade do serviço.
Segundo o delegado-geral, ele sabe a que a Polícia Civil tem defasagem de pessoal e defende o aumento do efetivo. ‘‘Mas ainda não é possível pensar nisso. Hoje estamos lutando para melhorar os salários dos policiais’’, justificou.

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