Curitiba O delegado-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, promete aumentar o número de policiais atuando no Estado. A fórmula encontrada pelo delegado-geral engloba remanejamento de pessoas que hoje trabalham em desvio de função, convocação de aposentados, contratação de estagiários não policiais e a nomeação dos aprovados nos últimos concursos para a função. Com efetivo maior, Oliveira acredita que a polícia poderá se dedicar mais às investigações, dar melhor atendimento à população e também aos presos mantidos nos distritos.
A declaração do delegado-geral foi recebida com aplausos, por cerca de 70 representantes de 18 conselhos de segurança pública de Curitiba, que participaram, ontem de manhã, de uma reunião com todos os 13 delegados dos distritos da Capital. A idéia é fazer reuniões semelhantes periodicamente, para que os conselhos sirvam de intermediários das reivindicações da população na área de segurança.
A Polícia Civil tem, hoje, 3.686 policiais em todo Estado. O efetivo necessário, segundo Oliveira, seria de 7,3 mil. Em Curitiba, os 13 distritos policiais contam com 160 funcionários.
''Nunca existiu diálogo entre a polícia e os moradores e nós queremos mudar isso, abrindo um canal franco e permanente'', disse Oliveira. Segundo ele, o projeto deve atingir todo o Estado. A próxima reunião está programada para Maringá. Oliveira também ressaltou que uma das prioridades do novo governo na área de segurança é a mudança de tratamento nos distritos. ''O policial tem que saber que o seu patrão é a população, que paga seu salário; e ele tem que atender bem a todos, seja de que classe for.''
Na reunião, os conselheiros, de diferentes partes da cidade, apresentaram queixas semelhantes: falta de pessoal e superlotação das delegacias, fazendo com que os policiais trabalhem como carcereiros e, em consequência, deixem as investigações paradas; mau atendimento à população mais carente; falta de infra-estrutura nas delegacias; entraves no acesso do conselho nas delegacias, entre outras.

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