Polícia Civil reforça a segurança nos Distritos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de dezembro de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Representantes da Pastoral Nacional Carcerária encontraram-se ontem com o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, para apresentar os resultados de uma vistoria nas carceragens da cidade. O relatório só reforça o que todo mundo já sabe: todas as estruturas estão superlotadas. Atém ontem, 815 presos provisórios ocupavam um espaço oficialmente destinado a 442 pessoas nas quatro carceragens e na Casa de Custódia de Londrina (CCL). Em plenos período de festas, o problema da superlotação é agravado pela ansiedade dos detentos em passar o feriado com a família.
''A gente sabe que nessa época do ano os presos demonstram mais ânimo em fugir'', diz o delegado Antônio do Carmo, titular do 2º Distrito Policial (DP). O distrito está com mais de uma centena de pessoas a mais do que a capacidade. Além do clima de Natal, a agitação também está relacionada com o atraso nos processos graças ao período de feriados e o recesso do judiciário.
No outros distritos, a situação não é diferente. Uma fonte do 4º DP, cuja capacidade foi extrapolada em 50 presos, afirma que o clima nos corredores é tenso. ''Eles não aceitam que a gente coloque mais gente lá dentro, querem que deixe o pessoal novo no corredor para quebrar os cadeados das celas e facilitar fuga'', diz a fonte.
Para evitar fugas, o 2º DP passou por uma série de reformas nos últimos dias. O piso foi reforçado com mais 15 cm de concreto e o chão por lajotado. Tudo para dificultar a escavação de túneis. Segundo o delegado, no meio da obra foi descoberto que um dos vasos sanitários escondia o início de um túnel. ''Eles retiraram o vaso e já tinham escavado cerca de 80cm'', afirma.
Segundo o juiz Roberto do Valle, a VEP tenta disponibilizar a abertura de 25 a 30 novas vagas até o final desta semana com a liberação de presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) que têm o direito de ingressar no regime semi-aberto. Com isso, detentos da CCL passariam para a penitenciária e haveria possibilidade de remover os presos das carceragens, principalmente do 2º DP. ''É para dar uma folga pelo menos para o início do ano'', comenta.


